Como era a comunidade gay durante a ditadura no Brasil?

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Ser gay sob uma ditadura militar

A homossexualidade está presente no Brasil desde antes da colonização. homossexualidade como de costume e natural.

Com o passar do tempo, a chegada dos europeus, as mudanças e a evolução das sociedades, fizeram dele um ato antinatural e imoral devido às crenças religiosas.

Mas graças aos movimentos de comunidades como LGBT, eles fizeram muitos avanços na descriminalização de atos homossexuais, casamentos igualitários, e a criminalização da homofobia, entre outros.

Na ditadura estabelecida em 1964

Também chamada ditadura militar ou Quinta República do Brasil, foi um período de muita repressão, principalmente entre os anos de 1969 e 1973. Pessoas que eram contra o governo eram torturadas, e de formas específicas se fossem homossexuais.

A perseguição e a discriminação eram maiores e crescentes, e isto foi justamente quando o moderno movimento de libertação LGBT estava surgindo na Europa e nos Estados Unidos.

Os únicos momentos de libertação foram durante os carnavais que continuaram a ser celebrados por causa de sua alta atração de turistas internacionais.

No final da década de 1970, apesar da ditadura, grupos intelectuais LGBT surgiram e publicaram uma revista chamada “O Lampião da Esquina” é espanhol para “The Corner Light”, alcançando ser o primeiro de seu tipo em todo o país.

No início dos anos 80 surgiram outros grupos LGBT, como o “Grupo Gay da Bahia” e o grupo “Somos”, que desempenharam um papel importante na luta contra a AIDS e contra os preconceitos de promiscuidade e homofobia que surgiram com a doença.

Durante esta mesma década, surgiram certos conflitos, ativistas lésbicas foram desviadas para os movimentos feministas e outros conflitos na esfera política dentro do movimento por grupos de esquerda, já que boa parte delas considerava a homossexualidade imoral e antinatural.

Deve-se notar que para os grupos de esquerda, a homossexualidade era uma vergonha porque era considerada um comportamento não natural, e havia até mesmo crenças que diziam que os homossexuais ou aqueles com tendência à autodeterminação de gênero eram destruidores capitalistas da paz.

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Após a ditadura militar

Após a ditadura, os movimentos realizaram conferências com o objetivo de instruir, educar e promover a aceitação da diversidade sexual, como a 17ª Conferência Internacional da Associação Internacional de Gays e Lésbicas, realizada no Rio de Janeiro em 1995.

Neste mesmo ano, a deputada Marta Suplicy propôs o projeto de lei da união civil para pessoas do mesmo sexo. Então, em 14 de maio de 2013, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legalmente aprovado em todo o país pelo Judiciário brasileiro.

Também vários anos após a ditadura, a partir de 1997, as marchas anuais começaram a ser realizadas em apoio à diversidade sexual, ideologia de gênero e orientação sexual, pela luta pelos direitos e pela igualdade social.

Ao longo dos anos estas marchas se tornaram as maiores da América Latina, a marcha de São Paulo é considerada uma das maiores do mundo, tornando-se a segunda maior do mundo após a marcha do orgulho gay em Nova York.

A marcha de São Paulo é considerada a primeira marcha do orgulho gay com o maior comparecimento no continente latino-americano.

Ela reúne milhares de visitantes, que viajam exclusivamente para participar dessas marchas pela liberdade de autodeterminação de gênero e pela proteção da comunidade gay.

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