História e emergência do agrupamento comunitário LGBTIQ no Brasil

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Origem da comunidade LGBT no Brasil

No Brasil, a homossexualidade foi enxertada na comunidade, uma vez que antes da conquista, claro que para aquela época, não era considerada um comportamento ou tendência ilegal.

Após a independência do Brasil, a homossexualidade continuou a ser um comportamento legal, é de notar que o Brasil foi um dos primeiros países a eliminar as penas, sobre actos homossexuais de intimidade entre dois adultos.

Contudo, houve uma discriminação latente contra os homossexuais, ao ponto de serem perseguidos pela mesma sociedade e pressionados a envolverem-se em comportamentos considerados antinaturais.

É por isso que o movimento de libertação homossexual brasileiro existe, como uma iniciativa para combater a discriminação e perseguição homossexual, criada nas últimas décadas do século XX.

Note-se que, hoje em dia, o casamento gay é legalizado no Brasil a partir de 16 de Maio de 2013, com a legalização do casamento igual em todo o território brasileiro.

Comunidades homossexuais brasileiras no século XX

Durante os primeiros anos do século XX, houve muitos actos condenáveis das autoridades contra os homossexuais. Em 1932, a polícia do Rio de Janeiro prendeu 132 homossexuais sob o comando do chefe da polícia.
Esta detenção foi feita para apresentar os detidos num estudo médico conduzido pelo Dr. Leonidio Ribeiro, o director do Instituto de Criminologia da época.

Todos os detidos foram processados e estudados a fim de determinar a relação da sua anatomia com a tendência homossexual, tudo isto para determinar e provar que a homossexualidade era um produto de um desequilíbrio hormonal.

Em 1938, o estudo recebeu um prémio Lombroso, no mesmo ano em que recebeu o prémio, foram promovidos estudos criminológicos sobre pedófilos passivos em São Paulo, começando com entrevistas com pacientes que sofriam da tendência.

Este trabalho foi realizado, predominantemente baseado nos preconceitos que existiam na altura sobre ideologia de género e tendências homossexuais, mas em 1958 foi publicado o primeiro trabalho num contexto positivo, sobre homossexualidade, por Fábio Barbosa, um sociólogo da Universidade de São Paulo.

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Durante a década de 1980

Em 1978 foram fundados vários grupos LGBT, tais como Somos e Grupo Gay da Bahia, criado em 1980. Estes grupos desempenharam um papel muito importante na luta contra o surto de SIDA e preconceitos homofóbicos no território, que se acentuou com a chegada da doença.

Graças a isto, ganharam o favor do Ministério da Saúde, obtendo a sua contribuição e colaboração.
Em 1980 já havia conflitos muito graves no seio do movimento, e havia também grupos de esquerda, incluindo socialistas e comunistas que viam a homossexualidade como uma tendência imoral, e as lésbicas eram também anexadas a grupos feministas.

Em 1995, realizou-se no Rio de Janeiro a 17ª Conferência Internacional da Associação Internacional de Gays e Lésbicas, estimulando um segundo ar em que várias pessoas de diferentes tendências, tais como transexuais e drag queens, participaram muito activamente.

Um dos eventos mais representativos que esta conferência gerou foi a marcha do Orgulho LGBT em São Paulo, tornando-se uma das maiores marchas do mundo para o ano 2000. Além disso, para 1995, foi proposto um projecto de lei para a instituição da união civil livre ou entre pessoas do mesmo sexo, sendo esta proposta introduzida por Marta Suplicy.

Até 2013, especificamente a 14 de Maio, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legalizado, juntamente com o casamento igualitário, em todo o país, aprovado e legalizado pelo sistema judicial brasileiro.

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