Porque é que faz marchas de orgulho gay?

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Marcha das comunidades LGBTIQ no Brasil

As marchas de orgulho LGBTIQ procuram a igualdade de direitos para os membros da sua comunidade.

No Brasil esta manifestação realiza-se anualmente com uma grande variedade de eventos, tais como palestras, apresentações, seminários e outros, realizados antes e depois das marchas.

Esta é a marcha mais frequentada na América Latina e a segunda no mundo depois da Marcha do Orgulho LGTBIQ em Nova Iorque.

Mais de três milhões de pessoas assistiram à marcha a 23 de Junho de 2019 na cidade de São Paulo.

O slogan da marcha foi “50 anos de Stonewall, as nossas conquistas, o nosso orgulho em ser LGBT”, referindo-se ao bar de Nova Iorque onde começou o evento histórico da batalha do movimento da diversidade sexual.

Cada marcha tem um slogan para declarar uma pequena parte das grandes lutas que estas comunidades estão a liderar. Por exemplo, em 1997 foi “Somos muitos, estamos em todas as profissões” e em 2007 foi “Por um sem racismo, machismo e homofobia”.

Esta última marcha foi a primeira a ser realizada após o Supremo Tribunal do país ter declarado a homofobia uma infracção penal equivalente ao racismo. Em 2003, a homossexualidade deixou de ser uma doença e o casamento em pé de igualdade é legal desde 2013 em todo o país.

Este é o primeiro país na América a descriminalizar eventos homossexuais privados entre adultos, mas a discriminação e o preconceito continuam, razão pela qual o movimento de direitos LGBTIQ tem sido tão importante.

História e origens da comunidade LGTBIQ

Esta expressão vem da língua inglesa nos anos 90, e coincide mesmo em várias línguas sem que isso seja o seu objectivo. Este termo evoluiu com a introdução de algumas cartas, a fim de incluir as comunidades discriminadas devido à sua identidade sexual.

Algumas organizações lésbicas e bissexuais declararam o seu descontentamento com o termo e criaram a sigla LGB.

Nos últimos anos foram acrescentados novos acrónimos para incluir outras comunidades discriminadas, tais como intersex (I) e queer (Q), resultando em LGBTIQ.

Estes acrónimos são compostos pelas palavras Lesbian, Gay, Bisexual, Transgender, Intersex e Queer. A ordem dos acrónimos pode variar de acordo com a utilização de cada país.

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Breve história da diversidade sexual no Brasil

De acordo com historiadores, há provas de que a homossexualidade sempre existiu entre o povo aborígene. Tem sido comentado que os colonos masculinos tinham índios masculinos como parceiro porque era “o costume da terra”.

Há relatos de homens aborígenes travestis, castrados em roupas de mulher, que executam tarefas femininas como a tecelagem. Noutras tribos, os homens reunir-se-iam no baito (uma casa de homens onde as mulheres não podiam entrar) e fariam sexo muito naturalmente.

Na Inquisição Portuguesa, os prisioneiros por sodomia eram queimados na fogueira se os factos fossem provados.

Alguns prisioneiros por este crime nessa altura foram enviados para o Brasil como castigo. Desde a independência do Brasil, a homossexualidade e a tendência travesti deixaram de ser um crime, mas alguns anos mais tarde
punição legalizada por actos públicos indecentes.

Em 1890, foi publicado um novo código penal que não condenava a sodomia, mas sim a “indecência pública”, “deboche”, “travestismo”, e “vagabundagem”, deixando um caminho aberto para a repressão dos homossexuais.

Durante anos houve um grande interesse médico, estudando e fotografando pessoas, estabelecendo que era uma desordem hormonal ou um desequilíbrio que causava homossexualidade.

Estas investigações só mostraram o preconceito da sociedade, porque estavam cheias de indignação moral.

O primeiro trabalho realizado de forma positiva foi realizado por um sociólogo da Universidade de São Paulo, José Fabio Barbosa, em 1958, que publicou a sua pesquisa sobre 60 homens.

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