Representantes artísticos da comunidade

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A arte da comunidade LGBT no Brasil

Apesar de o Brasil ser um dos primeiros países a legalizar o casamento igualitário, inclusive para os homossexuais, e a criminalizar a homofobia, a população LGBT continua a viver num ambiente de discriminação e violência, porque a nível social, a homossexualidade não é bem recebida pela população comum brasileira.

O povo brasileiro tem um conjunto de critérios tradicionalistas sobre sexualidade e religião, um factor pelo qual denuncia as comunidades gay por atacarem os valores indígenas do país e minarem os valores cristãos estabelecidos.

Isto porque os grupos LGBT não são apenas homossexuais e os seus critérios, o grupo associa todas as pessoas que são a favor de uma identidade de género individual e orientação sexual, isto pode incluir a pedofilia, a bestialidade, a declaração de um transexual, entre outros valores, que podem entrar em perigosa contradição com a sociedade brasileira.

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Esforço de tolerância mas censura da arte

As comunidades artísticas LGBT têm inúmeras obras, no que pode incluir meios expressivos que, em contradição directa com valores estabelecidos, se pode ver uma peça religiosa, onde Cristo é apresentado como homossexual, por exemplo.

Entre outras obras importantes, podem-se ver exposições que reflectem os critérios da diversidade sexual e da religião, ou exposições de arte que mostram pinturas e imagens que podem ofender os tradicionalistas e as pessoas religiosas em particular.

A razão é simples, por exemplo, numa das suas obras pode ver-se um casal de crianças a sorrir, com as palavras travesti e homossexual escritas sobre os seus rostos, por outro lado pode ver-se uma imagem da Virgem Maria, a embalar Jesus Cristo, que é um macaco.

Este tipo de peça levou o governo nacional a encerrar algumas destas representações por ordem do tribunal, devido a protestos conservadores, que têm sido bastante sérios, por exemplo, a peça com um Jesus Cristo transsexual foi encerrada por ordem do tribunal.

Um dos casos que mais ressoou nos media foi o encerramento forçado da exposição pelo Queer Museu. A comunidade LGBT, com a ajuda do curador Gaudêncio Fidélis, está a montar uma exposição com 264 peças de arte LGBT.

Esta exposição teve de ser encerrada prematuramente devido aos protestos de grupos conservadores, que consideravam que muitas das obras apresentadas encorajavam a homossexualidade, pedofilia e bestialidade, contradizendo os valores maioritariamente protegidos pelo cristianismo e a ordem natural do sexo.

A exposição foi encerrada em questão de dias e as obras foram obrigadas a ser retiradas do museu

Contudo, após o encerramento prematuro, o tema foi de grande debate a nível nacional, não só sobre a sexualidade, mas também abriu uma grande controvérsia, sobre a liberdade de expressão e a capacidade de distinguir a arte.

A luta intensificou-se tanto que houve manobras de protesto político, tais como a demissão do secretário especial de arte no Brasil, Henrique Medeiros Pires, em protesto contra a duplicidade de critérios do governo em termos de tolerância para com as comunidades LGBT e o golpe contra a liberdade de expressão.

Esta decisão não foi tomada directamente devido ao encerramento da exposição em Queer, mas devido ao constante ataque do governo conservador aos programas de televisão publicados por grupos LGBT.

Hoje o debate continua, com poderosos grupos evangélicos e membros superiores do governo conservador fervorosamente contra as liberdades abertas para as comunidades LGBT, porque estes grupos englobam tendências que podem fazer fronteira com o ilegal e moralmente errado.

Algumas das tendências mais repudiadas pelos grupos conservadores são a pedofilia, zoofilia, e a expressão aberta das aberrações sexuais nos meios de comunicação e na arte.

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